MINHAS POESIAS


 

BRASIL

 

Brasil

Rico com os pés descalços

Rosto marcado sem maquiagem

Sorriso desdentado

Agrícola de barriga vazia

Sujo com grandes mananciais

Berço da corrupção

Hábitat da impunidade

De famílias sem teto

Da habilidade

Que faz emergir da escuridão grandes estrelas

Da liberdade sem asas

Gigante dominado

De gente grande com pequenos ideais

De braços abertos

Mas não acolhe com dignidade os seus filhos

Miserável com conta na Suíça

Miscigenado com preconceito

Do povo que canta, mas não tem voz

Dos analfabetos de tantas culturas

Dos poderosos sem lei

Que comemora com festas o sofrimento

Que deixa morrer o seu futuro

Que é surpreendido enquanto dorme

Que sonha acordado

Um dia vê-lo orgulhar.

 

Autor: Paulo Reis

Nova Friburgo - RJ – Brasil, 15/08/2002



Escrito por Paulo Reis às 12h45
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PROFESSOR

 

Das ondinhas que eu escrevia

Segurado pela mão

As transformo agora em versos

Para fazer-lhe uma menção

A você, Mestre querido,

Piloto da Educação!

 

Autor: Paulo Reis

Nova Friburgo - RJ - Brasil, 09/10/2003



Escrito por Paulo Reis às 12h37
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MENSAGEM DE NATAL

 

Que este Natal não se resuma apenas na ceia com a família

Mas que possamos  buscar a paz através do sentimento mais puro: o AMOR

Que  um dia todos possam desfrutar deste momento de fartura que nos é permitido

Que a humanidade esteja mais comprometida com o bem-estar comum

Que nossa inteligência e influência não sejam usadas apenas para benefícios próprios

Que nossos conhecimentos sejam divididos

Que nossos atos sejam transparentes, dignos e conscientes

Que a tristeza seja inundada pela alegria

Que o nosso bem mais importante seja a vida

Que Deus ilumine os nossos caminhos, AMÉM.

  

Autor: Paulo Reis

Nova Friburgo - RJ - Brasil, 22/12/2001



Escrito por Paulo Reis às 12h33
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VIDA DE COLONO

 

a Antonio Celino Reis

           

Pai:

Os versos que aqui escrevo

São partes da sua história

Estou trazendo para o papel

O que guardava na memória.

 

Nos meus tempos de criança

Você ia trabalhar

Enfrentando sol e chuva

Para nos alimentar.

 

Nas suas mãos calejadas

Bailava a foice, a enxada

Nesta arte indispensável

Que não é valorizada.

 

Nos finais de semana

Antes de descansar

Transportava as comprinhas

Nos ombros, num picuá.

 

Recebia o semanal

Até a lavoura findar

Mas no acerto de contas

Não via nada sobrar.

 

Essa é a vida dura

De um pobre lavrador

Enfrenta campos minados

De serpentes, o sofredor.

 

Para amenizar as dificuldades

Do campo você migrou

Sua decisão foi sábia

E até nos ajudou.

 

Se ficasse lá na roça

Não estaria aposentado

É o único troféu que ergueu

Depois de tanto ter trabalhado.

 

Agora o agradeço

Seu esforço não foi vão

De você eu me orgulho

Pela nossa criação.

 

Autor: Paulo Reis

Nova Friburgo - RJ - Brasil, 17/05/2003



Escrito por Paulo Reis às 12h28
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FRIBURGO

 

Entre cascatas e serras

Tenho o verde e puro ar

Do Pico da Caledônia

De longe eu vejo o mar.

 

O poço é feio

Mas muita gente vai pra lá

A noiva está sempre bela

Sem nunca desencantar.

 

O cão espera sentado

A quem queira lhe visitar

Se a Suíça é brasileira

É porque aqui é melhor que lá.

 

A produção de horti-fruti

Leva o verde a muitas mesas

A capital da moda íntima

Toca o íntimo e traz riquezas.

 

O teleférico no Suspiro

Faz a gente suspirar

Com a vista panorâmica

Que encanta o olhar.

 

A praça Getúlio Vargas

Deslumbra por sua beleza

É o coração da cidade

Em meio à natureza.

 

Autor: Paulo Reis

Nova Friburgo - RJ - Brasil, 04/05/2003 - 12:14 h



Escrito por Paulo Reis às 12h24
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SÍNTESE BIOGRÁFICA

 

 

Paulo Reis, acadêmico do curso de Letras, na Faculdade de Filosofia Santa Dorotéia, é natural de São José do Ribeirão, Bom Jardim (RJ), 1964. Reside em Nova Friburgo desde 1985. Começou a difundir sua poesia em 2002, durante o Ensino Médio, no Colégio Estadual Dr. Feliciano Costa, tendo a Professora Ana Lúcia Farias da Silva como grande incentivadora.

Em 2003, sua poesia Friburgo foi recitada na abertura do desfile cívico-militar em comemoração aos 185 anos da cidade. A Câmara Municipal o concedeu, por unanimidade, Voto de Congratulações. Tem algumas poesias publicadas pela Scortecci Editora, na antologia Livre Pensador, lançada na XVIII Bienal Internacional do Livro de São Paulo; na coletânea 1825 Dias de Poesia; no 3º Festival Palavreiros - Dia Mundial da Poesia; no Projeto Turístico, Histórico e Geográfico, retratando o Brasil através da poesia (e-book); no Projeto Redação 2004, da Folha Dirigida; em jornais e  websites.

 

wimapa@ibest.com.br

http://www.ferool.info/reis.htm

   

 



Escrito por Paulo Reis às 12h19
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Histórico
27/11/2005 a 03/12/2005




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